O currículo do Ensino Superior deveria mudar?

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O ensino superior, existente no Brasil desde 1808 quando foi instaurada por D. João VI, sofreu muitas modificações desde então. Antigamente, os cursos existentes eram apenas os tradicionais Direito, Medicina, além de raras instituições de ensino.

Com o passar do tempo, e as exigências naturais e comuns da sociedade, o número e a diversidade de cursos de ensino superior aumentaram, seguindo esta tendência, de se adequar à nova realidade existente.

Só que, o mundo permanece em constante evolução, e o mínimo que se espera de uma instituição de nível superior ou IES, é um caminhar paralelo a estas transformações. E o currículo do ensino superior é o que mais exige mudança.

Por que o currículo do ensino superior deve mudar?

 

O que esperar de uma instituição que tem a função de preparar um indivíduo para o mercado de trabalho, não só como um profissional qualificado, mas também como um ser humano resiliente e centrado?

As universidades têm uma obrigação muito grande e muito importante de moldar as pessoas que estão em busca de uma graduação. E o que se espera é um currículo do ensino superior atual, inovador, para que os estudantes consigam encarar de frente toda a realidade do mundo fora da sala de aula.

Mas, é quase impossível fazer isso quando não se sabe o que está acontecendo lá fora. Ou por ignorância, conservadorismo ou até mesmo, acomodação.

O grande problema que existe no currículo do ensino superior é a discrepância do que é dito na sala de aula com a realidade. Muitas técnicas de ensino e o próprio conteúdo são ultrapassados, repetitivos, engessados e obsoletos.

O resultado deste ensino precário é um profissional que sai da faculdade com um conhecimento fraco, teórico apenas, com dificuldades de se adequar ao que o mundo real exige, muitas vezes fadado ao desemprego.

E nessa história, todo mundo perde. Não só o profissional, mas também o mercado e quem, por ventura, for depender dele. Promover mudanças no currículo do ensino superior deve ser sim um caso urgente a se pensar pelos gestores das IES.

Algumas mudanças já começaram

Além das mudanças no currículo do ensino superior, podemos falar também de mudança de método de ensino. Neste patamar, há a oportunidade de falar do mundo virtual cada vez mais presente em todas as faixas etárias e setores da sociedade.

Em um decreto assinado pelo Governo em 2016, as regras para o ensino EAD se tornaram mais flexíveis. A ideia é acompanhar o crescimento extraordinário de estudantes universitários desta modalidade. Em 2013, eram 49 mil alunos, um número que passou para 1,3 milhão em 2015.

É uma prova de que a forma como o ensino superior está atuando na atualidade já não atende às necessidades de quem dele necessita. Principalmente, porque estamos vivendo uma era de mudanças constantes.

O que esperar do futuro do ensino superior

O que esperar do futuro do ensino superior

Especialistas e pesquisadores que se propõem a estudar o futuro do ensino superior no Brasil, já desenvolveram as suas expectativas para uma mudança significativa nas próximas décadas.

E esta mudança percorre diversos setores da formação universitária, além do currículo do ensino superior. Um deles é a inovação tecnológica tanto nos equipamentos quanto na transferência do conteúdo através de plataformas digitais.

O que se espera também é um ensino mais personalizado, individualizado, com um professor mais presente e participante da vida do aluno. Alguém que esteja pronto para ajudar os alunos a traçar e alcançar os objetivos dentro e fora da universidade.

Além disso, a esperança é de que o ensino superior mais acessível a todas as pessoas, com mais diversidade. Isso vale tanto para admissão de novos alunos, quanto no decorrer do curso.

Enfim, o currículo do ensino superior deve mudar e esta evolução deve estar na pauta de discussão dos gestores e líderes das IES. Caso contrário, a instituição corre o risco de ficar para trás e perder espaço para aquelas que já perceberam que não dá para ficar presa ao passado e pensamentos antigos.